Rute Sato

Natural de São Paulo, formada em Desenho industrial. Iniciou na arte do patchwork durante período que viveu no Japão. De volta ao Brasil em 1998, conheceu o grupo “Clube Brasileiro de Patchwork e Quilting” dirigido por Benigna e Wagner. Desde então tem sido incentivada a participar de exposições produzindo trabalhos com o tema Brasil. Neste grupo explora o seu estilo preferido: o quilt figurativo. Participa de outros grupos também, onde sai da zona de conforto e explora novas técnicas. Ministra aulas desde 2000, trabalha em seu ateliê na cidade de São Paulo.

Descobrindo o campo – 1996
(110 x 100)

Técnicas: emenda, aplicação à mão, acolchoado à mão.
Descrição: Este foi o meu primeiro colcha em estilo figurativo. Ele despertou em mim a paixão por este estilo. Foi baseado em fotografia, retratando eu junto de meu sobrinho com um ano de idade, em meio a uma paisagem de campo. Eu gostava tanto da cena que decidi eternizar em forma de Quilt.

Um detalhe da natureza – 2001
(95 x 135)

Técnicas: remendo, aplicação à mão, acolchoado à mão.
Descrição: Eu estava ainda na fase das reproduções de fotografia. O trabalho foi feito a partir de uma imagem achada em revista. Na época desconhecia sobre direitos autorais de fotos, não me preocupei em procurar o autor. Fiquei encantada com a cena da garça alçando vôo.

Solidariedade – 2005
(118 x 122)
Técnicas: Aplicação à mão e acolchoado à máquina.
Descrição: Neste trabalho comunitário a juntar imagens provenientes de diferentes origens para compor um cenário. Naquele ano, notícias de catástrofes ecológicas chocaram o mundo. Eu quis retratar mulheres quiltando uma colcha de retalhos e envolvendo o planeta Terra para dar conforto e aconchego.

Memórias de um jegue – 2007
(144 x 88)
Técnicas: aplicação raw edge, collage e quilting à máquina.
Descritivo: A proposta do trabalho era retratar o sertão brasileiro. Eu escolhi a imagem do jegue. Sinto um carinho especial por ele. Tem servido aos homens incansavelmente, mas ultimamente estão sendo abandonados e substituídos por motores e automóveis. Ele era mais feliz trabalhando sol a sol ou agora vivendo no abandono?

Por do sol em Porto Alegre – 2011
(118 x 82)

Técnicas: Collage e quilting à máquina.
Descrição: A proposta era retratar uma das cidades que sediariam a Copa do mundo em 2014. Eu escolhi Porto Alegre. Durante anos fui a Gramado para participar do Festival de patchwork. Quando chegava a Porto Alegre para fazer o traslado, eu me sentia sendo recebida pela estátua do laçador, pois ele ficava junto ao aeroporto. Na hora de vir embora de Gramado, descia a serra e chegava em Porto Alegre no final da tarde, quando avistava o maravilhoso pôr-do-sol no rio Guaíba. Esta cena me emocionava e eu quis retratar através do meu quilt.

Lavadeira do rio – 2013
(128 x 82)

Técnica: Collage, dobradura e quilting à máquina.
Descrição: Dentro do tema “Brasil – Fascinante mundo das águas”, escolhi a figura da lavadeira. Nas águas do rio, várias gerações de lavadeiras deram sustento às famílias. Sob o sol forte, elas passavam horas a fio esfregando, batendo, estendendo e enxaguando roupas que iam e vinham às suas mãos. Hoje, com o surgimento de máquinas e lavanderias comunitárias, a imagem dessas mulheres se tornou rara e virou poesia.

Magia da bola – 2014
(134 x 74)

Técnica: Collage e quilting à máquina.
Descrição: A bola tem o poder de unir pessoas de todas as idades para uma brincadeira. No Brasil, conhecido como o pais do futebol, qualquer pedaço de chão serve de campo. Duas pedras podem servir para marcar a área do gol e na falta de uma bola de verdade, improvisa se com um objeto redondo qualquer. Meninos jogam bola por pura diversão. Para a maioria, o futebol glamour é apenas um sonho.

Momento singelo – 2016
(120 x 80)

Técnica: Collage, confetti, dobradura, quilting à máquina.
Descrição: Meus pais, assim como a maioria dos imigrantes japoneses, inicialmente trabalharam na agricultura. Passei parte da minha infância brincando no meio de plantações. Entre as poucas fotos que eu tenho dessa época, gosto de uma que serviu de inspiração para este trabalho: eu com aproximadamente 6 anos de idade, numa plantação de repolhos. Outros elementos foram acrescentados para completar o cenário.

Feriadão na 25 – 2017
(135 x 91)

Técnica: Collage, Quilting à máquina.
Descrição: Fiz a minha primeira versão de quilt retratando a Rua 25 de março em 2004. Devido a venda deste trabalho, passei anos com o desejo de fazer um outro. 13 anos depois, enfim realizei a minha vontade. Uma “25 de março” contemporânea, mais cheia de gente, mais tecnológica, mais tudo!

Natureza em prantos – 2019
Técnica: Collage, confetti e quilting à máquina.
Descrição: O desmatamento das florestas brasileiras teve início na época da colonização. Hoje biomas como Mata Atlântica, Cerrado e floresta amazônica apresentam devastação intensa – resultado da urbanização descontrolada, extração madeireira, das atividades agrícolas e pecuárias. Com as florestas destruídas, as espécies animais estão perdendo seu habitat. 2020, notícias sobre incêndio estão mais frequentes. Animais inocentes não têm para onde fugir, não entendem o que está acontecendo, choro de tristeza ao imaginar o desespero deles…

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