MOSTRAS PARALELAS

As mostras paralelas oferecem um panorama da produção, técnica e criação, do patchwork e do quilt no Brasil e no exterior. Confira os artistas em destaque desta edição:

PROJETO MINI QUILTS

Azul, Chocolate e Tempo … foram apenas alguns dos tópicos em que as mulheres da oficina de Cecilia Koppmann se inspiraram para lançar sua criatividade ao longo de 2018.

A idéia de fazer mini quilts permitiu que elas explorassem
livremente materiais e técnicas muitas vezes burlando as regras impostas pela “POLÍCIA DO QUILT!”

QUILTS MARINA LANDI

Marina é brasileira, mora em São Paulo, é formada em engenharia e artes plásticas. Trabalhou muitos anos com mosaicos em vidro, de onde tirou seus conhecimentos e
técnica para aplicar em seus trabalhos de quilt artístico.

Há 14 anos se dedica exclusivamente a esta arte e ministra aulas sobre a sua técnica.

Alguns de seus trabalhos premiados que estarão reunidos nesta mostra:

2018 A World of Beauty – Master Award A Wold of Beauty “An old woman
with joyous face”  

2016 A World of Beauty –  Master Award Contemporary Artistry 
“Unknown Man”

2014 A World of Beauty – Master Award Innovative Artistry  “Summer
Wind”

2014 Quilt Week Paducah – Honorable Mention  “Sierra”

2013 Festival Internacional de Gramado – Melhor do Concurso   “Sierra”

2012 Festival Internacional de Gramado – 2º lugar “Fun”

2011 Festival Internacional de Gramado – 1º lugar “Ballerina”

2010 Festival Internacional de Gramado – Menção Honrosa “Elegy”

ALISON SCHWABE – MONTEVIDEO

Eu nasci na Austrália em 1946. Meus avós e mamãe eram todos muito aficionados por
costura, costurando roupas e fazendo bordados, e seu trabalho adorável era uma
influência importante para mim. Eu exibi bordados criativos que focalizaram cores e
texturas de paisagens australianas, (Sunburnt Textures, 1987). Mais tarde naquele
ano nos mudamos para Denver, EUA, onde eu aprendi a fazer retalhos e colchas
tradicionais. Técnica e materiais são apenas o veículo através do qual um artista
expressa sua visão do mundo, e minha fabricação de edredons não permaneceu
tradicional por muito tempo.
Sempre me interessei por geomorfologia e arqueologia, e na região sudoeste
americana, a partir de 1989, desenvolvi uma série de colchas de arte, Expressões
Antigas, baseadas nas conexões entre o Homem e a Paisagem, encontradas em

padrões em e sobre paisagens. Naquela época, percebi que eu associava lugares e
eventos com certos grupos de cores – o que levou à minha série Memórias Coloridas.
E comecei a pensar em como, a tempo, os sinais de mudança aparecem em todas as
superfícies como erosão (paisagens) e envelhecimento (todas as coisas vivas,
incluindo pessoas). Essas idéias levaram ao corpo de trabalho do Tracks. Mais
recentemente, as colchas Ebb e Flow desenvolvidas em torno do conceito de que,
como a ação das marés, o equilíbrio de pessoas, saúde, fama e fortuna e outras
coisas em nossas vidas, mudam constantemente ao longo do tempo. Em
www.alisonschwabe.com estão galerias contendo trabalhos selecionados nestas
séries.
Enquanto nos EUA, no início da década de 1990, tive a oportunidade de estudar com
vários grandes artistas de quilt. De Nancy Crow, em 1991, aprendi os passos básicos
do patchwork de improvisação. Uma maneira muito flexível de fabricar um tecido, essa
se tornou instantaneamente minha técnica favorita de montagem e, a partir dessas
etapas básicas, aprendi muito mais por meio de tentativa e erro. Estou feliz por estar
ensinando essa técnica para iniciantes e fabricantes avançados em Gramado este
ano.

Mostra do Clube Brasileiro de Patchwork

BRASIL 
Em busca do paraíso perdido – flores e ervas 

Neste ano, trabalhamos nossos quilts na busca do paraíso perdido dentro de cada um de nós.

Trouxemos de volta  raízes, lembranças, memórias afetivas, guardadas  na nossa alma.

Abrimos nossos corações, recordações, abrimos nossos armários de panos e linhas para desenhar, tecer e construir aquilo que ficou lá atrás. As flores, os pássaros, as ervas, o outro.  Aplaudir a vida com todos os seus mistérios e essa aventura mágica que é viver, e fazer acontecer.

Texto de Maria Helena Steed

Créditos:
Texto de Maria Helena Steed.
Quilt de  Benigna R. da Silva e Wagner Vivan